
Padre Bento, o sacerdote dos hansenianos
Padre Bento Dias Pacheco abandonou uma vida confortável para viver 42 anos ao lado de pacientes de hanseníase em Itu, São Paulo, cuidando deles até sua morte, aos 91 anos.
Quem foi
Bento Dias Pacheco nasceu em 17 de setembro de 1819, em Itu, interior de São Paulo, numa família de posses. Foi ordenado padre em 1840. Por duas vezes recusou o convite para assumir a capelania do Hospital dos Lázaros, atemorizado pelo estigma que cercava a doença conhecida então como lepra, hoje chamada de hanseníase — até aceitar o chamado, em 1869.
Uma vida entregue aos doentes
A partir de então, Padre Bento vendeu seus bens e distribuiu o dinheiro entre os pobres, mudando-se definitivamente para viver junto aos pacientes de hanseníase na Chácara da Piedade. Por 42 anos, cuidou pessoalmente dos doentes, tratando feridas com as próprias mãos, oferecendo consolo espiritual. Chama atenção o fato de que, apesar de décadas de contato direto, ele nunca contraiu a doença. Padre Bento morreu em 6 de março de 1911, também em Itu, aos 91 anos.
A causa de canonização
Em março de 2003, a Diocese de Jundiaí instituiu o Tribunal Eclesiástico Diocesano para a Causa de Beatificação e Canonização de Padre Bento Dias Pacheco, reconhecendo-o como servo de Deus.
Uma marca que permanece
O nome de Padre Bento batiza até hoje um antigo sanatório em Guarulhos, referência histórica no tratamento da hanseníase no Brasil.
Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Padre_Bento ; https://dj.org.br/107-anos-da-morte-do-servo-de-deus-pe-bento-dias-pacheco/ ; https://www.liriocatolico.com.br/santos/brasil/santo/bento-dias-pacheco/
Crédito da foto: Francisco Nardy Filho / Wikimedia Commons (Domínio Público)
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Curiosidades