Pular para o conteúdo principal
Motorista descansado, romaria segura: o que a legislação exige sobre jornada de condução
Segurança24 de agosto de 2026

Motorista descansado, romaria segura: o que a legislação exige sobre jornada de condução

A Lei do Motorista define limites claros de tempo ao volante e descanso obrigatório. Entenda o que ela exige e por que isso deveria importar pra quem organiza romaria.

Para organizadores

Vai organizar uma romaria?

Inscrições, pagamentos, GPS em tempo real e certificado de chegada — tudo num app só. Comece grátis.

Cadastre sua romaria grátis

Motorista cansado é um dos maiores riscos invisíveis de uma romaria de ônibus — invisível porque, na maioria das vezes, o organizador nem sabe que existe uma lei específica regulando quanto tempo um motorista profissional pode dirigir sem parar. Ela existe, e conhecer o básico dela ajuda a fazer as perguntas certas antes de contratar.

A Lei do Motorista, em resumo

A Lei nº 13.103/2015 — conhecida informalmente como Lei do Motorista — regula a jornada de trabalho e o tempo de direção de motoristas profissionais, incluindo quem dirige veículos de transporte coletivo de passageiros, como ônibus de fretamento. Ela alterou a CLT e o Código de Trânsito Brasileiro justamente pra tornar mais claro o que é jornada segura ao volante.

O limite de tempo contínuo ao volante

Pela lei, o motorista tem um limite de até 5h30 de condução contínua, e dentro de cada período de 6 horas é obrigatória uma pausa de pelo menos 30 minutos — pausa que pode ser fracionada ao longo do período, desde que o tempo total de direção contínua não ultrapasse esse limite.

O descanso obrigatório entre jornadas

Entre uma jornada e outra, o motorista tem direito a um intervalo de descanso (interjornada) de 11 horas a cada 24 horas. Desse total, pelo menos 8 horas precisam ser contínuas, podendo o restante ser fracionado dentro de uma janela de 16 horas a partir do início do primeiro período de descanso.

Por que isso importa numa romaria de mais de um dia

Romarias que envolvem trajeto longo — Caminho da Fé, viagem interestadual, romaria com pernoite — costumam exigir mais de uma jornada de condução do motorista. Se a empresa escala apenas um motorista pra um trajeto que exigiria dois (por revezamento) pra respeitar os limites legais, o risco de fadiga aumenta consideravelmente — e é um risco que o organizador pode perguntar sobre antes de fechar contrato.

As perguntas certas pra fazer à empresa

Antes de contratar, vale perguntar diretamente: quantos motoristas serão escalados pro trajeto? Como o tempo de direção é registrado (a lei prevê controle por meio de cronotacógrafo, diário de bordo ou sistema eletrônico embarcado)? Empresa que hesita em responder com clareza a essas perguntas é um sinal de alerta tão relevante quanto a falta de registro na ANTT.

Trajetos longos podem exigir mais de um motorista

Pra viagens que ultrapassam o limite de jornada de um único motorista dentro de um dia, a solução prevista é o revezamento entre dois profissionais. Isso tem custo — mas é um custo que compra segurança real, não um luxo negociável.

O organizador não fiscaliza a lei, mas pode exigir transparência

Não cabe ao organizador de romaria fiscalizar o cumprimento da Lei do Motorista — isso é responsabilidade da empresa de fretamento e dos órgãos competentes. Mas exigir transparência sobre como a jornada do motorista está sendo respeitada é uma diligência simples, dentro do alcance de qualquer organizador, antes de embarcar um grupo inteiro numa estrada longa.

Motorista descansado não é detalhe de bastidor — é, provavelmente, o fator individual que mais reduz o risco de acidente numa viagem de ônibus de várias horas.

Fontes

Para organizadores

Vai organizar uma romaria?

Inscrições, pagamentos, GPS em tempo real e certificado de chegada — tudo num app só. Comece grátis.

Cadastre sua romaria grátis

CATEGORIA

Segurança