Pular para o conteúdo principal
Peregrinação a pé ou de ônibus: qual formato mais cresce no Brasil hoje
Curiosidades26 de agosto de 2026

Peregrinação a pé ou de ônibus: qual formato mais cresce no Brasil hoje

Caminhos a pé viram notícia com mais frequência, mas os números do turismo religioso brasileiro contam uma história diferente sobre qual formato domina.

Para romeiros

Vai peregrinar em breve?

Veja romarias com inscrições abertas perto de você.

Encontrar romarias

Nos últimos anos, rotas como o Caminho da Fé ganharam visibilidade — reportagens, documentários, gente contando nas redes sociais sua jornada de dias a pé até Aparecida. Mas será que caminhar é, de fato, o formato de romaria que mais cresce no Brasil? Os números contam uma história mais equilibrada do que parece.

O crescimento espetacular do Caminho da Fé

Em números percentuais, a peregrinação a pé é, sim, a que mais chama atenção: o Caminho da Fé, maior rota permanente de peregrinação do Brasil, com 343 km entre Tambaú (SP) e Aparecida, registrou um crescimento médio de 32% ao ano ao longo de duas décadas de existência. A rota já recebeu mais de 80 mil peregrinos ao longo de sua história e, em estimativas recentes, passa dos 100 mil caminhantes por ano — considerando que parte significativa dos peregrinos faz o trajeto sem retirar credencial oficial, o que torna o número real provavelmente ainda maior.

Mas o volume ainda é do ônibus

Em volume absoluto, porém, quem domina o turismo religioso brasileiro continua sendo a romaria de ônibus. Segundo o Ministério do Turismo, o setor de turismo religioso movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano no país e atrai cerca de 17,7 milhões de viajantes — um volume que as rotas de caminhada, mesmo em franca expansão, ainda estão longe de alcançar. A excursão fretada continua sendo, de longe, o meio de transporte mais usado por quem viaja em romaria no Brasil, especialmente em trajetos de centenas ou milhares de quilômetros até santuários como Aparecida, Trindade ou Bom Jesus da Lapa.

Dois formatos, dois públicos

Faz sentido os dois crescerem ao mesmo tempo, porque atendem a públicos diferentes. O Caminho a pé atrai principalmente quem busca uma experiência mais intensa, física e prolongada — dias inteiros de jornada, hospedagem simples, o ritual da credencial carimbada em cada etapa. A romaria de ônibus segue sendo a porta de entrada mais acessível pra quem quer viajar em grupo com a paróquia, viabilizar o deslocamento de famílias inteiras, incluindo idosos e crianças, num único dia ou fim de semana.

Por que os dois formatos deveriam interessar a você

Se você organiza romarias, essa distinção importa: o crescimento acelerado dos Caminhos é uma tendência real, mas ainda é um nicho dentro de um mercado majoritariamente sustentado por excursões de ônibus. As duas modalidades não competem entre si — muitas vezes, um mesmo romeiro alterna entre elas ao longo da vida, dependendo da fase, da disposição física e do tempo disponível.

O que fica dessa comparação

O Brasil não está trocando o ônibus pelo bordão — está expandindo as formas de fazer romaria. Enquanto os Caminhos crescem em ritmo mais rápido, proporcionalmente, o volume real de romeiros do país ainda passa, majoritariamente, pela janela de um ônibus fretado rumo ao santuário.

Fontes

Para romeiros

Vai peregrinar em breve?

Veja romarias com inscrições abertas perto de você.

Encontrar romarias

CATEGORIA

Curiosidades